Jornal G1-15/02/12: A Polícia Federal (PF) e o Sindicato dos Vigilantes de Mato Grosso confirmaram que pelos menos 10 mil profissionais estão atuando irregularmente na área dentro do estado. A PF alerta para os riscos da contratação de serviço de segurança clandestino, ou seja, sem qualquer tipo de qualificação profissional e registro.
Conforme a Delegacia de Controle de Segurança Privada da PF, quando os seguranças vão armados para as ruas e estabelecimentos sem a devida orientação e treinamento específico, acabam colocando em risco a vida de outra pessoas.
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| Um homem levou um tiro no pé de um segurança. Foto: Reprodução/TVCA |
A Polícia Militar foi acionada e descobriu que o suspeito que atirou não tinha porte de arma nem permissão para exercer a função. “ Ele estava de forma clandestina, o que é proibido por lei. Mesmo sabendo do risco, tanto ele quanto o proprietário do estabelecimento insistiram nessa prática delituosa”, afirmou o capitão da PM Juliano Paulo de Ataíde.
Para o presidente do Sindicato de Vigilantes de Mato Grosso, Valtair Lauriano, essa prática de contratação de profissionais sem a licença legal representa risco para o cidadão comum, bem como para o próprio contratante que vai conviver com pessoas despreparadas para atuar como segurança. “Eles estão contratando pessoas que não têm conhecimento algum nessa área de segurança”, alertou o sindicalista.
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| Carteira Nacional de Vigilância - CNV |
Para estar atuando conforme preceitua a lei, o profissional da segurança privada tem que estar ainda credenciado pela Polícia Federal e passar por uma capacitação para atuar de forma regular na área. “ Ele vai aprender noções sobre direitos humanos, legislação vigente, cursos de primeiros socorros, defesa pessoal, além de ter que apresentar documentos pessoais, certidão negativa de antecedentes criminais, atestado médico e psicológico de aptidão física e mental para o exercício da profissão”, informou o delegado da Polícia Federal, Luciano Azevedo Salgado.
Apesar das fiscalizações, a delegacia de Controle de Segurança Privada admite que ainda existe seguranças ilegais. “Nessa situação a gente encerra a atividade e adota as medidas administrativas e judiciária cabíveis”, disse o delegado. Quem contrata seguranças sem registro também pode ser responsabilizado. “Na esfera criminal, civil e possivelmente na fiscal e tributária”, observou o capitão Juliano Paulo de Ataíde.





