Câmara de Araguaína aprova projeto que prevê a proibição do transporte de valores no período de expediente bancário - TO


Jornal Surgiu-13/02/12: Foi apresentado em sessão da Câmara Municipal de Araguaína nesta segunda-feira, 13, o Projeto de Lei de autoria do vereador Divino Bethânia Júnior (PSD) que proíbe o estacionamento de carros-fortes ou similares em agências bancárias e casas lotéricas durante o período de expediente de atendimento ao cliente.

O vereador argumenta que a movimentação destes veículos na entrada destes estabelecimentos, neste período, coloca em risco a segurança dos clientes que necessitam do uso de serviços bancários.

O Projeto foi aprovado em primeira votação com voto contrário dos vereadores Geronimo Cardoso (PMDB) e Jorge Frederico (PSD). Em entrevista à nossa reportagem, Divino Bethânia destaca: “Eu não posso condenar os vereadores que votaram contrários ao projeto. Minha vontade é dar segurança à população para transitar nas ruas sem se deparar com homens armados transportando valores e que podem a qualquer momento serem vítimas de assaltos e tiroteiros” e completa “numa situação como essa, caso ocorra, quem será penalizado é o cidadão que não tem colete à prova de balas no peito”.

Bethânia lembra ainda que a deficiência da segurança pública é evidente e comenta “Qualquer mecanismo que possa evitar esse tipo de ação de marginais é importante”, disse o vereador complementando que para o projeto ser posto em prática, bastaria a instituição financeira se planejar. “Além disso os bancos tem garagens, então que essas transferências de valores sejam feitas em outra entrada do banco que não seja a de clientes".

Outro Projeto
Outro projeto de autoria de Bethânia que foi apresentado em votação hoje, no entanto, a pedido do vereador Gideon Soares (PMDB), foi retirado de pauta para uma maior apreciação dos pares da casa, trata do comportamento dos clientes dentro de agências bancárias. O projeto prevê a proibição do uso de qualquer objeto que dificulte a identificação do cliente no interior da agência, como chapéus, bonés, óculos escuros e capacete.

Apesar do projeto ter sido retirado da pauta, Jorge Frederico já apresentou seu entendimento contrário a alguns detalhes da PL. Frederico explica que a cultura da cidade é muito voltada para o uso de objetos como chapéus, e óculos e acha desnecessário a proibir o uso dos mesmos.

Contrapondo o posicionamento de Jorge Frederico, Bethânia acredita que estes detalhes sejam fatores importantes na hora de se reconhecer os bandidos numa possível ação criminosa.

Fonte: Dágila Sabóia/Portal O Norte
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